Sensores e painel solar ajudam prédio a produzir sua própria energia, mas é preciso consumir menos, diz especialista

Prédios buscam autossuficiência

Os painéis solares no telhado da creche Hassis, em Florianópolis, representam uma economia de R$ 25 mil ao ano. Eles geram 30 MWh anualmente, mas o consumo é de 27 MWh. O que sobra é enviado para a rede de distribuição elétrica e vira crédito.

A instituição, mantida pela prefeitura, funciona desde março e atende 200 crianças em período integral. Para que seja autossuficiente em energia elétrica, no entanto, foram necessárias medidas de eficiência energética, diz Guido Petinelli, da empresa de engenharia sustentável Petinelli, que prestou consultoria para o empreendimento.

A água para o banho é esquentada por painéis solares térmicos. Um pátio com teto alto permite que a estrutura funcione como uma chaminé: mandando o ar quente para cima enquanto o ar fresco entra pelas janelas.

A iluminação natural é aproveitada ao máximo. Sensores em cada ambiente ajustam a intensidade das luminárias para complementar a luz que vem de fora.

Petinelli afirma que os painéis ajudam a garantir autossuficiência para prédios de até quatro andares. Acima disso, a área do telhado, onde os painéis ficam, é muito menor que a dos pavimentos e gerar energia para todo o edifício fica inviável.

Folha de São Paulo – 26.08.2016

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